De alma leve.

O azedume passou. Já virou calda de mel.

Graças à dança, que sempre faz milagres nesse meu ser.

Não sei se com você é assim… Mas eu, sem dançar, sou meio gente só.

Quem dança, de seus males descansa.

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Cheirinhos…

Sabe um cheiro bom, cheiro fresco, lilás, que lembra manhã de primavera?

Para mim esse cheiro tem o nome de lavanda…

O dia que der pra vc, passe numa lojinha da L’Occitane e sinta o cheirinho dessa colônia aí do lado… Se gostar e se der, se presenteie com ela. Se o $$ for curto, leve o sabonete…

Vai pra casa, toma um banho gostosinho com seu sabonete, perfuma a pele com a colônia… Sim, com tudo o que você passa, merece se dar alguns luxos.

(L’Occitane, eu faria campanhas maravilhosas para seus produtos, em troca vou querer apenas alguns deles. ‘Bora sentar pra conversar? :P)

O que te dá prazer?

O último post foi pesadinho, né amores?

Mas é que às vezes penso ser necessário mostrar certas coisas chocantes para que a sociedade acorde. Só a indignação diante dos fatos é que faz tudo mudar.

Tá, mas hoje vou tratar de coisas boas, falemos de coisas prazerosas… A semana é curtinha, feriadão à vista… Isso é sinônimo de tempo pra que a gente possa se dedicar àqueles momentos lúdicos, em que a alma fica leve, sorridente, o céu é mais azul e todo mundo é legal.

Violão no telhado. Por que não?

E cá entre nós, deveríamos ter, todos os dias, momentos assim. Eles dão uma ‘turbinada’ na nossa disposição. E no nosso aspecto também… A pele fica linda, amiga!

Vou contar prô ceis um pouquinho dessas coisas que me deixam bem.

♥ Ir no mercadão é uma delas. Sim, eu gosto de mercado público. Ok, prefiro ir num dia/horário em que ele esteja mais vazio, assim dá para olhar melhor os temperos, sentir os cheiros e degustar melhor as ‘surpresas’ gastronômicas que só acho nesses lugares. Vou tendo mil ideias ‘culinarescas’ diante dos queijos, das frutas, das verduras, dos peixes que vão aparecendo na minha frente. Loucura, loucura, loucura. Repara como todo mercado público tem uma ‘energia’ parecida, mas ao mesmo tempo uma ‘cara’ muito própria. Aliás, na minha opinião, não tem melhor lugar pra vc conhecer os costumes de um povo do que um mercadão!

Ah, o mercadão de Sampa... Como não ser feliz lá dentro?

♥ Mercadão lembra rua e vc pode achar uma bobeira, mas eu adoooro cantar enquanto estou dirigindo, sobretudo se é uma música pela qual estou apaixonada. Se estou sozinha ponho o volume alto, não a ponto do meu carro ser confundido com um trio elétrico, mas se vc parar ao meu lado no sinal, vai saber o que eu escuto, certeza. Problema é que às vezes essa situação me deixa constrangida porque eu me empolgo e canto a música alto e quando eu não tô firme na letra, eu dublo. Certa vez eu tinha acabado de conhecer uma música pop-árabe de um cantor egípcio chamado Ehab Tawfick. Fiquei viciada na música, escutava umas 5 vezes seguidas sem dó. Alto, claro. E como tenho ‘encosto de chacrete’, só escutar a música não me satisfazia. Tenho que fazer ‘mini-coreografia’ com as mãos, a cabeça, os ombros enquanto a música vai rolando. Bom, isso somado à minha cantoria – num árabe que só eu entendo, diga-se de passagem – a cena devia ficar curiosa. Sei que estava nessa situação quando parei num sinal, empolgadaça com a música, vidro aberto, eu lá, mexendo cabeça, ombro, tamborilando no volante com as mãos e cantando no meu árabe fake. Do meu lado um carro, duas pessoas dentro: uma mulher e uma menina meio grandinha. Numa olhada rápida notei a cara da mulher, que parecia dizer “mas que p**** é essa?”, acompanhada de uma boca torta que a gente faz quando vê algo esquisito, estranho. A menininha ao lado olhava pra mulher com uma cara e pra mim com outra – pra mulher com cara séria e pra mim sorrindo, de levinho. É por isso que eu amo criança, elas me entendem! Eu apenas dei um sorrisinho pra menininha – que a mulher com certeza viu, engatei a 1ª e saí bradando a música pelo asfalto.

♥ Aliás, eu sou bem rueira… Um dos meus prazeres está em caminhar pelas ruas, apreciando o movimento, as pessoas, as vitrines. No Rio eu adorava fazer isso no Leblon (nhé, que coisa chata, qualquer um adoraria fazer isso no Le-blon), mas também adoro andar pelas ruas do centro de Campinas, minha terrinha. É nelas que me dou direito à mais um prazer: entrar numa aconchegante cafeteria e pedir um delicioso café com chantily – separado do café, porque aí vem mais. Aí vou, devagarinho, com a colherzinha, encho de chantili e mergulho no café. Ai, bom, viu… Coisa doce e perfumada…

♥ Viajar é um baita prazer quando a gente vai rever quem ama ou descobrir um novo lugar. E eu adoro viajar de carro, sobretudo de parar em posto de beira de estrada. Entre Rio e SP tem cada posto que parece shopping, ah, eu me farto! Eles tem cheiro de café e de pão. Não compro, mas gosto de ver as estantes cheias de docinhos mega açucarados, do lado de boneca, livro de auto-ajuda, cd de caminhoneiro, artesanato cafona. As estradas de São Paulo tem uma rede de postos chamada “Frango Assado” e comer a coxinha que eles fazem e levar uma unidade do tradicional pão sovado é quase uma obrigação se passo na frente de um deles. Falando nisso, podia ter “Frango Assado” em todas as estradas desse país… Ô lugar de perdição aquele.

Esse pão com manteiga na chapa que eles fazem também é outra obrigação.

♥ Outra coisa que me faz muuuito bem – mas só faço isso quando meu oráculo (leia-se conta bancária) permite – é sair pra comprar xampu e creme p/ o cabelo, daqueles boooooons, cheirosíssimos, top de linha. Então chego em casa, vou tomar banho e lavar o cabelo, passar o creme, lendo todas as informações no rótulo e mesmo sabendo que não saírão estrelinhas do meu cabelo assim que ele estiver pronto, fico com uma sensação de dever cumprido no quesito “cuidei de mim”. E outra: tem coisa mais gostosa que estrear frasco de shampoo e creme novinhos?

Mas eu não lavo na pia não...

Minha lista de coisas prazerosas é bem grande e extrapolaria muito o tamanho de um texto recomendado para um blog, por isso, vou ficar por aqui. Mas deixo o lembrete à vcs, se é que isso é necessário depois que vc leu tudo o que escrevi: Divirtam-se, presenteiem-se com coisas que te fazem bem! Quem convive com você também fica bem. Bom astral é contagiante!

E assim foi o reencontro com a Dança Cigana.

Demorei a vir postar hoje porque quero falar sobre a minha 1ª aula de dança cigana e pensei em iniciar este post com uma palavra que definisse essa primeira aula… Contudo, entretanto, todavia, por mais que eu vasculhe o meu vocabulário, não encontro nada que nomeie o que eu senti ontem.

A escola fica em Novo Hamburgo, à 45, 50 minutos de Porto Alegre, chama-se Casa Z. Fui na companhia das flores Samy e Lucy (que foi uma graça vindo p/ POA apenas p/ me ensinar o caminho!). A energia da Casa é muito particular, não parece uma escola. Parece que vc está entrando na casa de alguém que já conhece (ou conhecia mesmo? rs…). Uma parede amarela com duas lindas rodas ornamentadas de flores e fitas de cetim coloridas, o teto recoberto de vários panos, como uma tenda, e o cheirinho de incenso suave no ar, abraçando a gente. E numa das paredes, essa bela imagem:

Sayonara, a professora, é um capítulo à parte. Veio nos receber na porta, com um abraço apertado e foi aí que eu constatei que estava mesmo num lugar especial. Nos apresentamos e a empatia rolou de imediato. Ela achou que eu tinha feições ciganas e me perguntou se já havia feito aula alguma vez. Disse que não e expliquei rapidamente minha estrada na dança. Sabem…Me inquieta esse tipo de observação que ela fez, pois já ouvi a mesma coisa de outras pessoas, normalmente depois que me veem dançar. Não tenho ascendência cigana na família, mas sempre me senti atraída pela vida e história desse povo, e quando pequena adorava ir p/ o Carnaval vestida de ciganinha, lembro que me sentia a própria! (No fundo, bem no fundo, eu já sabia que tinha mais afinidade com a dança cigana do que com a dança do ventre. É quase uma coisa espiritual… Mas isso fica aqui, entre a gente tá?)

Então, cada uma de nós pegou uma grande saia num baú (todo florido, precisam ver!), vestiu e Sayonara nos levou para um passeio. Passeamos pelas danças ciganas da Índia, da Rússia, da Turquia, da Romênia e da Espanha. Juro pra vcs, não teve 1 música que eu tivesse achado mais ou menos. A pulsação existente nessas canções te envolve de uma maneira tão forte que quando você vê está girando e gesticulando como uma cigana, sem ao menos ter recebido uma orientação prévia de como é esse gestual. Aí eu percebi algo que Sayonara me confirmaria depois da aula: para se aprender a dança cigana, é preciso, primeiro, sentir a sua proposta, sua essência, sua alma. Quando isso está entendido é que partiremos para a técnica. Fantástico. (Penso que se na Dança do Ventre a coisa caminhasse dessa forma, não teríamos tantas reclamações sobre a falta de sentimento existente nas performances que vemos por aí.)

Ah! Soube que a cigana DE VERDADE nunca mostra a barriga e nem as pernas – por isso ela usa muitas saias ou uma calça por baixo. E em algumas regiões, as casadas usam lenço no cabelo. (huuum… Já me vejo à procura de lenços, hehehe)

A sala não tem espelho, o que achei ótimo, e as danças foram feitas em círculo, com interação entre todas nós. Muito bom, muito gostoso, muito feminino. Me senti entre velhas conhecidas…

Eu andava muito triste nesses últimos dias e ao sair da aula me senti leve, bem humorada, refeita. E mais do que isso, tive a sensação de estar fazendo algo que devia ter feito há muito tempo. Bem… Acho até que isso já estava ‘escrito’.

Beijos de uma Vivi “gitana”.