Pílulas

Hoje vamos de curtas, que as coisas por aqui andam um tanto quanto corridas…

▒ Pra ajudar a entender os acontecimentos que passaram como um vendaval na minha vida, de novembro pra cá, e saber lidar com os sentimentos que vieram com os mesmos, voltei à terapeuta. Tá legal, eu devia ter feito isso há muito tempo. Os psicólogos não nos dizem novidade nenhuma, nada do que a gente, lá no fundo, no porão da nossa mente, não saiba. O problema é admitir essas coisas e encará-las de frente, pensando no melhor jeito de lidar com elas.

▓ Não sou obesa, mas sempre tive algumas questões com a balança. Desde a adolescência vivo num “engorda-emagrece” constante e de ser tão fiel ao efeito sanfona o melhor seria dizer que minha vida, nesse aspecto, é um forró. Assim, fui parar numa nutricionista, que até elogiou a forma como eu escolho e preparo os alimentos e tal, nem cortou muita coisa do que eu já como, só reduziu – e bem – as quantidades. Resta-me agora disciplina. E força de vontade. Falando nisso, vocês viram as duas por aí?

▓ A cada dia que passa, eu estou mais e mais apaixonada pelo meu gato. Isso está se tornando um problema para a boa educação do mesmo.

▓ Já estamos em novembro, o ano praticamente acabou e os planos, a partir de agora, ficam projetados para o ano que vem. Já comemoro o fim de 2010, ô aninho “abençoado” esse (como diriam minhas amigas evangélicas).. Que venha 2011, com energia renovada e novos caminhos a serem trilhados.

▓ Em breve estarei a caminho de Sampa, mas só de visita ainda, infelizmente… Adoro São Paulo. Me deslumbra aquele caos organizado, a pressa das ruas, dos carros, as curiosidades que só se encontram por lá, o horizonte que acaba em prédios e mais prédios. Em Sampa existe a melhor pizza de muzarella que eu já comi, de massa fina, crocante e queijo desmaiando de quente por cima…. Nhammmm…  Saudade dos meus queridos que moram por lá e dos corredores da Pinacoteca… Eu sou apaixonada pelo Rio, mas meu amor é São Paulo. Entendem, né?

▓ Ás vezes a gente fica feliz com um negocinho de nada, uma bobagem que a maioria das pessoas nem vai ligar se vc contar. Ontem eu fiquei tremendamente contente porque consegui achar o nome da música da Olivia Newton John que eu dublava quando era criança, rs…Daí baixei no mp3, claro.  Música é o melhor túnel do tempo que existe, ‘cê não acha?

(conseguem imaginar a pessoa aqui, do alto de seus 8 anos, ‘fazendo’ a Olivia Newton John, num inglês fonético? Então…)

Das coisas que ele tanto gostava…

Caso não tivesse acontecido o que aconteceu na data de hoje, há 68 anos, esta que vos fala simplesmente não existiria….

Meu pai nascia nesse dia, na então pequena cidade de Atibaia… Loirinho, lindos olhos verdes, um temperamento manso, descaradamente brincalhão, honesto… Tão honesto que engolia muitos “pepinos” quando deveria ter atirado-os longe. O coração um dia reclamou. Triste foi que ele não teve tempo nem de negociar. Negociar…. Justamente uma das coisas que ele fazia tão bem, sobretudo se o negócio envolvesse números.

Das coisas que ele gostava – como futebol, viajar, contar piada, comidinhas de boteco (gosto que também herdei) – música era  uma delas. Dizia  até que existem cantores que  devem ser apenas “ouvidos”, outros que eram para ser “vistos e ouvidos”.  Não sei de onde ele tirou este critério, mas concordo quando penso em alguns cantores (as) que existem por aí…  Mas voltando, dentre os que são para serem vistos e ouvidos, Gal Costa era sua preferida. Segundo ele, Gal tinha um cristal na voz… Achei linda a simbologia.

Certa vez, ele me disse que um de seus cantores preferidos chamava-se Dick Farney. Artista da velha guarda, eu não conhecia, pois tal referência musical pertencia à juventude do meu pai. Quis presenteá-lo com um CD do cantor, fui à procura, mas na época não encontrava de jeito nenhum. Então o tempo passou, outros presentes vieram e a ideia de presentea-lo com uma obra de seu estimado cantor, passou – ou foi substituída por outras que julguei mais “necessárias” na época.

Hoje eu não tenho mais como presenteá-lo com um cd, nem com qualquer outra coisa material. Mas se meu pensamento, cheio de carinho e de gratidão por tudo o que fez por mim, conseguir chegar até onde ele está, receberá também,  como ‘anexo’, a música Copacabana, cantada pelo Dick. Porque foi o lugar onde passamos seu último reveillon… porque ele adorava praia e cantarolava essa música enquanto caminhava pelo seu calçadão… porque tudo ali tem muito a cara dele…

(Saudade interminável  de vc, pai…)

 

 

 

Embalando música.

Tenho saudade de LP, melhor, de capa de LP. Dava um prazer olhar a capa daquela banda que eu amava, grandona, colorida, às vezes óbvia, só com a foto de seus integrantes, noutras vezes pura provocação, ou reflexão…

Uma das coisas mais legais na hora de se comprar um disco era chegar em casa, botar o bonitinho na vitrola ou no 3 em 1 (com todo aquele cuidado na hora de ajeitar a agulha), me jogar no sofá e ficar ali, olhando o colorido da capa, viajando nas imagens, lendo os detalhes da produção do disco, sentindo o cheirinho daquele papelão…  E se vinha um encarte, ah que alegria! Aquele “plus” fazia a festa ficar completa, pois geralmente tinha um poster que você abria e o artista ficava quase do seu tamanho, e do outro lado as letras das músicas, também num tamanho decente pra se fazer a leitura.

Michael jackson - Thriller

Capa de LP era quase uma obra de arte. Huuum, pensando bem, algumas eram de verdade. Claro que a gente estava interessado no que vinha dentro, mas como não se sentir mais motivado diante da força contida numa bela capa? Era naquela imagem que estava a síntese da obra!

Algumas tinham “joguinhos” – exemplo de um LP do Caetano chamado “Cores e Nomes”, no qual as estrelinhas do chapéu dele e o título mudavam de cor conforme vc virasse o encarte. Ludicidade total!

O  cd pode ter um som melhor mas perde no quesito capa/encarte, porque a área destinada à imagem diminuiu, as letras ficaram minúsculas – juro pro cêis que alguns titia aqui não consegue ler! Certa vez cheguei ao extremo de recorrer à uma lupa para tirar dúvida sobre a letra de uma música. Tá, concordo que as fotos continuam bonitas, mas são pequenas, não dão mais aquele impacto que o poster de dentro do LP dava! Ah não!

Nem falo do advento dos MP 3, MP 4, MP 525… Ok, eles facilitam a vida, concordo também, mas nem rola fazer capa, a não ser que vc tenha um player daqueles ‘mudernosos’ que dá pra inserir imagem enquanto a música estiver tocando. Mas não é a mesma coisa, nem vem.

Quando me casei não me desfiz dos meus LPs. Nem marido. Ainda temos um lindo 3 em 1 da Gradiente (hehehe, que resiste bravamente ao tempo e às constantes mudanças… Mas precisa consertar!). Ah, meus vinis são minhas relíquias. De Madonna, Paralamas, Legião, U2, The Police e The Cure aos mais trashs – Menudo (discografia completa, como vcs podem imaginar depois deste post aqui), lambada (isso aí, dancei muita lambada e tenho uns 4 LPs nacionais, fora um de lambada francesa, oui oui!), LP de novela (Cambalacho, Louco Amor….) e os infantis como o maravilhoso Arca de Nóe, de Vinícius de Moraes, que ganhei aos 7 anos e me lembro de ter ficado maravilhada com os bichinhos que vinham no encarte para a gente recortar e colar na capa – os meus foram parar todos no arco íris!

Engraçado como a vida da gente vai se construindo por meio de coisas aparentemente comuns. Um dos grandes momentos da minha adolescência foi, logo após ter recebido meu 1º salário, entrar na Americanas do calçadão da Treze, em Campinas, e comprado o disco do Kaoma. Me senti muito dona do meu nariz naquele dia.

(Como assim, você não lembra quem era o Kaoma? Lembra sim, duvido não ter dançado isso aqui. É um clássico!!!!!!!)

O Acre. Minha Aldeia.

(Topa vir comigo para uma viagem comprida, lá para as bandas do Norte do nosso Brasil? Vem, acho que você vai gostar…Antes, clica aqui, e vai ouvindo a música que eu escolhi pra embalar essa nossa viagem…)

***

O post de hoje vai falar de um lugar lindo, de gente tão linda quanto o céu daquela terra… Esse lugar se chama Rio Branco e é a capital do estado do Acre.

Tive a felicidade de morar naquele pedaço mágico de terra por 3 anos: 2002, 2003 e 2004. Foram anos fundamentais no meu crescimento pessoal e profissional. Costumo dizer que minha vida tem um marco, como no cristianismo: A.A. (antes do Acre) e D.A. (depois do Acre), tamanho foi o aprendizado que tive vivendo naquele estado.

Para uma paulista interiorana como eu, arraigada à sua terra e grudada na família de ascendência italiana (onde um não faz nada se não comunica ao outro), sair de perto desse núcleo pode ser assustador e não estou exagerando. Antes de ir p/ o Acre eu já havia morado em Três Corações (sul de Minas) e no Rio. Cidades que ficam a uma distância razoável de Campinas – minha terra, mas não tão longe que não se possa fazer um ‘bate-volta’ de final de semana. Assim, mesmo estando longe da terrinha, conseguia manter contato físico frequente, onde podia matar a saudades do colo da família na hora que quisesse.

Além disso, eu era uma cria do sudeste. Acredito que consigam imaginar o que é para uma pessoa nascida e criada numa cidade rica e desenvolvida como Campinas, que ouvia desde criança o discurso orgulhoso de fazer parte da população do estado mais rico e desenvolvido do país, receber a notícia de que vai morar no Acre. Sim, foi como me tirar o chão. Sobretudo porque naquela época, os ecos desse discurso que eu citei acima me faziam manter a infantil empáfia bairrista que fazia pensar que só o que existia no eixo Rio-São Paulo prestava.

E foi assim, assustada, sem nenhuma expectativa, que eu desembarquei, depois de uma viagem de mais de 7 horas (São Paulo – conexão em Brasília – escala em Porto Velho), à 1h30 da madrugada, no 2º dia do ano de 2002, no aeroporto internacional de Rio Branco, pela primeira vez na vida. Ainda sou capaz de sentir o vento quente amazônico que veio me receber assim que saí da aeronave e que me fez pensar: “estou numa estufa! Vou voltar pro avião”.

A longa estrada para o aeroporto

Como podem ver acima, o aeroporto fica fora da cidade. Imaginem fazer este caminho de noite e não ver nada do lado de fora do carro (era só a mata!). Isso fez eu me arrepender ainda mais por não ter voltado p/ dentro do avião. Mas, devagar, a cidade foi surgindo com suas casinhas, umas de alvenaria e outras de madeira (uma novidade para mim), as ruas desertas (claro, já era madrugada) até chegarmos no hotel em que ficaria até ir p/ minha casa em definitivo. Os primeiros dias foram difíceis. Janeiro é um mês chuvoso, é o ápice do inverno amazônico (sim, vc leu certo. Na Amazônia o inverno vai de dezembro a fevereiro). Chove o dia todo e todo dia. Mas é quente, abafado. Estranhei demais.

Então comecei a pensar: “meu Deus, cheguei aqui, não conheço ninguém, marido já começou a trabalhar, estou há 4.000 km de distância de Campinas, eu preciso fazer alguma coisa, porque se ficar parada eu vou enlouqucer!”. Tudo bem que já estava transferida para a universidade federal de lá (UFAC) onde faria então boa parte do meu curso de Pedagogia, mas precisava trabalhar…. E assim, perguntando aqui e ali, fui procurar emprego.

E emprego foi o que não me faltou naquela terra. E graças às diversas atividades que exerci por lá acabei conhecendo muita gente. Olha, se não fiz de tudo, fiz quase. De professora de escola de capacitação profissional à repórter temporária da retransmissora da TV Record (que lá tem o nome de outra emissora de TV, a Gazeta (!)), nesse meio tempo conseguindo concretizar meu projeto de arte-educação com dança brasileira, trabalhando com publicidade e ainda fazendo merchandinsing e comercial pra TV (coisa que eu jamais imaginei fazer um dia). Tudo isso me foi oportunizado. E quanta coisa aprendi com eles e como tudo isso fez eu me conhecer cada vez mais, fazendo-me perceber que conseguia dar conta de mim mesma.

Mesmo fazendo tudo isso (e estudando Pedagogia), minha principal atividade, durante aqueles 3 anos, foi com a Dança do Ventre. Vocês já sabem que minha estrada na dança é longa. Nessa época eu estava em ponto de bala para começar a dar aulas: tinha um bom conhecimento de dança e de cultura árabe e acabara de tirar meu registro profissional na área (DRT). Até então, não havia no Acre nenhuma professora de danças árabes, e eu estava ali, chegando no auge da novela “O Clone”.

Aumentou a procura pela dança, mas também confundiu muito.

Bem, acho que até aqui já deu pra imaginar como foi a minha vida por lá… Pois é… Talvez o fato de chegar sem expectativas me fez começar a enxergá-las assim que comecei a perceber que as coisas estavam acontecendo para mim. Só sei que foi lá que aprendi muito do que sei hoje. Coisas que se vivesse apenas em Campinas eu jamais teria tido a chance de saber.

Rio Branco é uma cidade como qualquer outra que tenha uma população de aproximadamente 300 mil habitantes e conta com uma boa infra-estrutura: tem cinema, teatro, cafés, mercados, shopping (ainda que fraquinho, mas tem), comércio, universidades, bons restaurantes, lazer, hospitais… Infelizmente, o governo deste país ainda põe o foco no desenvolvimento no eixo centro-sul, e isso faz com que, dentre outras coisas, a gente não encontre artigos específicos de vestuário ou alimentares, na variedade e na quantidade as quais estamos acostumados no sul do país. Mas olha, vai de tudo um pouco pra lá e no final vc não sente falta de nada. Só que quando sai daquela terra, sente muita falta de gostosuras como o guaraná Tuchaua, o biscoitinho de castanha do Brasil ( não é mais do Pará, visse?), da farinha – absoluta e de-li-ci-o-sa – de macaxeira com côco, de comer filezinhos de peixe dos rios amazônicos (huum…), de encontrar filé mignon à 8 reais o quilo (e picanha também!). Só não vou falar do tacacá, pois foi a única coisa que eu não conseguir tomar, fui fraca, admito…

Lá é um dos poucos lugares onde se paga bem na área de educação e onde vi um governo investir no ensino público de verdade. O investimento na urbanização e revitalização da capital também está a todo vapor e tem transformado Rio Branco numa cidade linda.

O povo acreano é, sem sombra de dúvida, o mais receptivo que existe nesse país. Que me desculpem meus amigos de outros estados, vocês são uns amores, mas os acreanos nos recebem de uma forma muito especial, muito amorosa, que nunca vi em nenhum outro lugar (e olha que eu rodei, hein…). Sempre digo que não fui recebida de braços abertos por eles, mas que fui pega no colo! Conheci pessoas que fizeram toda diferença na minha vida: Sandra Buh, Angela, Noélia, Sara Mae, Sidney (meu cinegrafista-professor), Ocivaldo, as tantas alunas de dança que tive, as meninas que acreditaram em mim e juntas fizemos o 1º grupo de dança árabe do Acre, meus aluninhos das escolas, minhas alunonas da capacitação, Maju… Na verdade a lista é imensa, pois são todos muito especiais e tocaram de forma muito particular a minha vida.

(My god, que post imenso… Desculpem, não sei ser sucinta quando falo das coisas que amo…)

Nunca vi um céu tão estrelado como eu via lá… Nunca mais comi banana chips frita na hora… Lá eu ouvia a chuva vindo, lá de longe, da floresta e 5 minutos depois ela estava caindo sobre a minha casa… Até escutar Calypso lá era diferente, tinha graça!

Você pode me perguntar: Mas Vi, Rio Branco não tem problemas, como carência de mão de obra especializada? Sim, ainda tem. Mas tem igualmente um povo que agarra com unhas, dentes e determinação as oportunidades de crescimento profissional. São lutadores, empreendedores, muito trabalhadores. São pessoas que tem sede de crescimento e de vencer por isso procuram fazer daquela terra o melhor lugar para se viver e estão conseguindo.

Querem ver? Deem uma olhadinha (clicando sobre elas, vc as verá maior e com mais detalhes) :

Gameleira. Centro histórico de Rio Branco

Saí de lá sabendo que deixava uma parte do meu coração… O carro saía da cidade e eu, olhando para trás, via aos poucos as casinhas de alvenaria e de madeira sumindo, deixando a estrada margeada pela floresta ir ocupando seu espaço… Saí muito triste, sabendo que não sabia quando iria voltar. Na verdade, até hoje não sei. Mas espero que não demore… O Acre me ensinou que o melhor lugar pra se viver é a gente que faz.

A bandeira do Acre com sua estrela altaneira.

* A música que convidei vcs a ouvir é de um cantor/compositor acreano chamado Sérgio Souto e se chama Minha Aldeia. Puro espírito daquela terra.
* As fotos vieram daqui. Clica para você ver mais de Rio Branco.

O tempo e a cura das coisas.


A vida inteira ouvi que o tempo curava tudo.

Eu acreditava nisso. Melhor, eu queria acreditar. Porque sempre que abria a boca pra reforçar este “dito” popular, era como se algo me alertasse: “veja lá o que vai dizer”. Mas eu não dava bola e dizia assim mesmo.

Hoje eu me permito refazer essa frase.

O tempo não cura tudo. Certas coisas o tempo só dilui, dissipa (a saudade, a rejeição, a dor…). O tempo abafa, coloca outras coisas por cima, desvia a nossa atenção daquilo que faz a gente sofrer, traz as compensações…. E assim vamos vivendo. Assim vamos aprendendo. Assim se torna possível viver outras experiências, ver graça na vida.

Se possível, me traga a sua visão sobre isso….

Você faz muita falta, poeta.

Se estivesse vivo, Renato Russo faria hoje 50 aninhos.

Todo o meu amor à você, meu maior poeta da música e da vida, de onde quer que você esteja.

Foi muito difícil escolher qual clipe colocaria aqui, porque todas as músicas dele (sozinho ou com a Legião), me tocam fundo. Escolhi duas. Uma, que marcou a minha adolescência, por vários motivos.

E a outra, pela reflexão que existe em cada frase dessa melodia.

(Ontem postaram 3 partes de um documentário muito bem feito sobre Renato no Youtube. Se tiver tempo, olha aqui, aqui e aqui. Tem várias falas ótimas – e desconhecidas – do Renatão)