Pare o mundo que eu quero descer!

Cara… Quando a gente acha que já viu de tudo, vem alguma coisa e mostra que não.

Repare na foto abaixo:

Saiu no portal G1: ” O menino indonésio de dois anos que fuma cerca de 40 cigarros por dia já é uma provável vítima do vício em cigarros, afirmam pneumologistas ouvidos pelo G1 nesta quinta-feira (27). Na última quarta, a agência de notícias Barcroft Media divulgou imagens do pequeno Aldi SugandaRizale que, de acordo com sua família, tem esse hábito desde os 18 meses e fica furioso quando fica sem fumar.

Segundo Oliver Nascimento, médico e professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), ninguém começa a fumar tanto de uma só vez. O número de cigarros aumenta conforme o cérebro se torna dependente da nicotina.

Daí a notícia segue dando detalhes de como se processa a dependência química em nicotina, etc e tal. Quer ver na íntegra espia aqui.

Mas, espera espera espera!!!!! Só tem uma coisa que não é citada nessa notícia absurda: quem deu cigarro para esta criança??????????

Um menino de 2 anos não pega um cigarro, risca o fósforo ou acende o isqueiro e fuma de livre espontânea vontade! Que nome dar ao irresponsável que permitiu que isso acontecesse?

A família do garoto é humilde, pelo que mostra a reportagem, e vamos considerar a hipótese de que não tenham esclarecimento suficiente para saber o grau de perigo que estão expondo o menino, afinal, segundo o próprio pai : ‘Ele me parece bem saudável’. Também não me consta que este tipo de prática seja parte da cultura daquele povo. O governo da Indonésia soube do caso e procurou uma solução, no mínimo, bizarra: ofereceu um carro à família se o menino deixasse de fumar.

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A gente ouve falar a todo momento sobre os maltratos sofridos pelas crianças, escutamos psicólogos e educadores apontando a relação entre os hábitos da sociedade e comportamento infantil. Dá até pra pensar que tanta informação esteja melhorando a formação das crianças já que são questões que cutucam o pensamento das pessoas e talvez sirvam de ponto de partida para que possam rever o modo como tratam os pequenos. Mas aí a própria mídia veicula um caso desses, vê uma aparente distinta ‘senhora’ (representante da justiça de nosso país!) revelando seu lado maquiavélico – e covarde até a tampa – para uma menina recém saída da primeira infância. Aí, do seu lado, você ouve a sua vizinha gritar com o filho de um jeito que vc não gritaria com seu cachorro, presencia aquele seu tio “engraçadinho’ dar na ponta do dedo dele a espuminha do chopp para seu sobrinho de 1 ano e meio e depois dar risada achando que o menino está gostando de provar o gosto amargo da bebida.

“Que nada, isso não mata ninguém!”‘. Tá. Vai pensando.

Daqui há alguns bons anos, quando estivermos todos com nossos 70, 80, 90 anos estaremos ‘aos cudados’ desses pequenos que estarão então à frente das prefeituras, dos ministérios, dos tribunais, cuidando de nós, velhos e talvez doentes… Que tipo de valor e de consciência social estamos ensinando à esse seres humanos HOJE?

O que estamos plantando?

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Criança tem que desenhar.

Um pedido da pedagoga e da psicomotricista às mães e pais do meu Brasil varonil:

– Deixem seus filhos desenhar!!!

Como professora do Ensino Fundamental eu fico besta em constatar a quantidade de criança que não desenha: seja porque não tem tempo (como assim????), seja porque lhe dizem que é uma bobagem (!!!!) ou porque na sua casa não tem papel e lápis, ou giz de cera, ou carvão para os pequenos se expressarem.

O desenho é o canal por onde a criança pequena, e até mesmo a maiorzinha, possui para exprimir como sente o mundo, como as coisas lhe parecem. A criança ainda não tem vocabulário suficiente para nomear o mundo (isso cabe ao adulto ensinar-lhe), então é no desenho que ela se revela, expõe sua visão do meio.

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O desenho de uma criança nunca é bonito ou feio. Não se avalia um desenho infantil nesse aspecto. Não ajuda muito dizer ao seu filho de 6 anos que o desenho que ele fez está “liiiindo”. Quando ele vier com o desenho nas mãos e perguntar a sua opinião, devolva-lhe a pergunta: “O que você acha do seu desenho?”. Você vai ter boas surpresas com a resposta. E de quebra, vai ajudar o seu filho a desenvolver seu senso crítico.

Nenhum ‘exercício’ é mais completo para fortalecer as articulações e músculos das mãos e punho do que o desenho. O desenho é o melhor treino motor para a escrita. Escolha o material adequado a cada faixa etária para que seu filho possa tirar o melhor proveito desse momento:

– crianças de 2 a 3 anos e meio : giz de cera grosso, pintura com as mãozinhas.
– crianças de 4 e 5 anos: giz de cera de diversos tamanhos, hidrocor de ponta grossa, pintura com os dedinhos, pincel de cerda grossa.
– crianças acima de 5 anos: todos os anteriores, somados ao lápis de cor e pincéis de diversas espessuras.

Eleja com a criança um local da casa para fazer esses trabalhos, deixe papéis à mão, assim como o material. Deixe-a livre para desenhar o que quiser. Aproveite para estreitar o vínculo com seu filho, pegue um papel também, desenhe com ele.

Seja paciente. Não cobre, não exija perfeição. Não tente decifrar o desenho. Não queira que a criança faça do seu modo. Ela tem que fazer do modo dela.

O desenvolvimento de um adulto autônomo, seguro e confiante começa nesses pequenos, e aparentemente simples, gestos.

Pense sobre isso.