Ação e reação.

Enfim, voltei para a blogosfera.

E o ano já começou, né? A vida inteira ouvi dizer que o ano só começa depois do carnaval, mas na prática isso nunca aconteceu, pelo menos pra mim. Não partilho muito do pensamento contido nesses ditos populares e esse, em especial, eu desconsidero porque a minha natureza ansiosa exige que tudo comece a acontecer agora.

Outro fator que me leva a fazer com que o ano ‘comece de verdade’ é sair da energia turbulenta que reinou durante o meu 2010.  É, esse não foi um ano bom pra mim. A “perda” de 2 das pessoas mais importantes na minha vida me desestabilizou. Procurei ser forte emocionalmente, acho que em alguns momentos consegui, mas na maioria do tempo me sentia perdida numa floresta escura. Essa sensação me deixou vulnerável (quem não ficaria?) e o resultado foi que eu pisei na bola comigo mesma. Fiquei apática com os projetos que havia traçado, minha adaptação em Porto Alegre não se deu a contento (culpa do meu excesso de expectativa). No âmbito social acabei confiando em quem não devia e paguei por isso, me precipitei em oferecer minha amizade a quem ainda só olha o próprio umbigo. Mas tudo que vem na nossa vida, vem pra deixar a gente mais ‘sabida’ e acho que agora compreendo melhor a relação problemática que tive com algumas pessoas no ano passado. A minha carência pode atrair gente igual ou tão mais carente do que eu.

Mas nesse contexto, coisas positivas também vieram. Reforcei minhas amizades, tanto as antigas quanto as mais recentes. Confirmei o que já sabia: tenho muita gente legal do meu lado, melhor, pessoas preciosas que me souberam dar colo pelo telefone, pelo e mail.  São meus amigos-irmãos, como eu os costumo chamar, assim como sei que sou uma irmã para eles. Nossa relação não precisa ser um oceano de harmonia o tempo todo, mas acima de tudo a gente se ouve, além do ouvido, a gente se ouve com o coração. Saber que os tenho em minha vida tranquiliza o meu espírito.

Falando nisso, as circunstâncias de 2010 também fizeram ficar mais atenta à  minha espiritualidade e por isso fui atrás de cuidar melhor dela. Ainda estou no caminho e sei o caminho é longo e exigente. Mas já clareou algumas coisas e me sinto melhor com o que  consigo entender. Sabe… Desenvolver a espiritualidade é o maior trabalho de auto-conhecimento que já fiz.

Sei que certas questões não se resolvem apenas com a virada do calendário (quem dera…). Mas a atmosfera de renovação que paira sobre essa época do ano me serve de alavanca pra resolve-las. Então vambora, que a vida não demora!

 

 

Que sejamos felizes em 2011!

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Das coisas que existem entre o céu e a terra e dão sentido à nossa vã filosofia.

(que Shakespeare não fique bravo com a pequena alteração que fiz em sua célebre frase :D)

Sempre tive interesse em Astrologia,mais pela ciência contida nela e menos pela ideia (no meu ponto de vista) equivocada de atividade adivinhatória, no sentido pejorativo. O argumento que tenho para aceitar a astrologia é simples e pode parecer até raso, mas é o que tem servido para mim: tudo nesse mundo vibra. O lápis que cai no chão e faz um barulhinho, que é fruto de seu atrito com a dureza do chão, ressoa no ar, produzindo uma vibração. As pessoas caminhando pelo calçadão do centro da cidade produzem vibrações. Toda vibração gera energia. Toda energia é uma ação, uma força que interfere sobre algo, ou seja, provoca uma reação. Segundo Vanessa Tuleski, “(…)pode-se definir Astrologia como um impressionante sistema simbólico, que observa a relação entre o macrocosmo (os planetas) e o microcosmo (o indivíduo na Terra)”.

Pensa comigo. Se pequenas coisas são capazes de gerar energia e provocar uma dada ‘interferência’ sobre algo que esteja dentro de seu raio de ação, como negar que a movimentação dos gigantes astros celestes não tem efeito algum sobre essa matéria frágil de que é feito nosso corpo?

Pois é. É por considerar isso que eu estou sempre dando uma consultada nas coisas que são escritas para o meu signo e para o signo das pessoas com quem convivo. Não a ponto de condicionar os meus afazeres e minhas relações pessoais ao que está escrito – até porque eu desconfio da credibilidade de uma orientação astrológica que descreva pormenores do cotidiano, tipo: não compre aquele imóvel do centro da cidade ou não viaje no feriado da semana que vem. O mesmo vale para as pessoas. Acho que o signo pode dar um panorama do que se pode esperar de alguém – e muitas vezes isso se confirma na prática, eu sou prova disso – mas ainda existe a questão do meio ambiente que a pessoa vive, além da influência da educação que recebeu e de seus componentes familiares que ajudam a completar todo esse multifacetado panorama.

Cris Takeda é uma gracinha de astróloga (e fotógrafa) que conheci na blogosfera. Ela explica de uma forma bem clara, didática, divertida até, a personalidade de cada signo e as relações do universo com a nossa vida. Sou leitora assídua dessa moça, tanto que o blog dela está aqui, linkado à direita da tela. É o Astrologia Vicia!

Cris diz em seu penúltimo post que nesta época do ano em que estamos o Sol entra em Câncer – e se ela puder vir explicar como é isso do Sol ‘passear’ pelos signos, eu agradeço de montão. Até sei mais ou menos o que seja, mas não tenho conhecimento necessário para explicar isso aqui. Bem, essa fase diz respeito a todos os que nasceram entre 21 de junho e 21 de julho, eu inclusive (13 de julho). Portanto estamos todos nós, caranguejinhos e caranguejinhas, fechando um ciclo e começando outro. Que seja uma fase de revisão do que fizemos e de disposição para iniciar um novo período!

Mas engana-se quem acha que apenas os cancerianos são afetados por essa fase. Como disse lá em cima, somos todos suscetíveis às vibrações que estão ‘saltitando’ por aí. Olha o que a Cris escreveu no mesmo post que eu citei e veja se você já se viu buscando ou fazendo alguma coisa parecida com isso, durante essa época:

“Começa o inverno.

Época de se recolher em casa, de aconchego, de família. Exatamente coisas cancerianas.

Fase boa para comer, câncer também rege o nutrir.

Agora importam os sentimentos, o cuidar.

Tudo fica mais sensível.

Mais fácil de se colocar no lugar do outro.”

Tá se percebendo mais sensível que o costume, amore?
É o Sol em Câncer!

Cancerianos são filhos da Lua....

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Se vc gostou, dá um pulo no blog da Cris que lá tem mais!