Coisas que eu descobri sozinha…

• Que piscar na hora de passar o rímel, em cima do pincel, aumenta o efeito dele.

• Que misturar num mesmo suco manga, maracujá e melancia não fica bom.

• Mas mamão com laranja e hortelã fica ótimo!

• Que apesar de destra tenho mais força na mão esquerda.

• Que pular do sofá, batendo os braços imitando passarinho não vai me fazer voar – Ei, eu tinha 5 anos quando descobri isso, tá?

• Que Amarula com gelo é bãããããããoooo….

• Que criar expectativas sobre os outros é a maior roubada.

Me conta aí 1 coisa que você descobriu sozinho (a)?

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Curiosidades gauchescas

(Parei um pouco de falar de Porto Alegre, né? Tá, mas agora eu volto, rs…)

Sou do Sudeste, mas já morei no Norte, Nordeste, conheço o Centro-Oeste (e tenho vários amigos de lá), mas nunca vi tanta particularidade numa região como o Sul, sobretudo neste estado em que me encontro, o Rio Grande Do Sul.

Porto Alegre é uma cidade grande, capital importante do país, mas ainda preserva algumas coisas de cidade pequena, do tipo: estabelecimento que fecha na hora do almoço e em pleno Centro da cidade, abrir nada aos domingos (exceção feita aos shoppings, mas, mesmo nestes, não é tudo que abre) e dispor de raríssimos lugares 24hs (descobri isso sábado passado, voltando de uma festa e rodando, por mais de 1h atrás de uma cafeteria, tipo o Fran’s café. Nada. Voltei pra casa sem tomar meu capuccino). Mas a gente vive, viu…Somos seres absurdamente adaptáveis (liçãozinha que já aprendi, obrigada). Ah, claro, todo esse modo de ser tem a ver com a cultura local, que por sua vez está relacionada com a história da construção deste estado. Cada um com seu cada qual.

Mas preciso fazer um destaque ao linguajar daqui. Não, eu não estou me referindo às obviedades das expressões “tchê”, “bah” ou “guri”. O buraco é mais embaixo.

O porto-alegrense, de um modo geral, fala bem rápido. A equação : rapidez+cantado da fala+regionalismo resulta em algo desafiador para quem é de fora entender. Até eu me acostumar (e ainda estou em processo), passo por 2 situações: ou finjo que entendo, ou peço pra repetir. Mas sabe, isso não me chateia, na verdade eu adoro esses sons novos que estou conhecendo (e eu achando que já conhecia como gaúcho falava, pffff…).

Compreender o que significam certas palavras e expressões daqui é, guardadas as devidas proporções, enfrentar o mesmo processo de aprender uma nova língua. E aprenda, viu, porque todos falam, do menino que toma conta do carro na rua ao diretor do banco, passando pela sua vizinha e o cabelereiro.

Espia só:

Torrada: pão com queijo e presunto tostado, o misto-quente.
Cusco/Guaipeca: cachorro . Expressão muito usada no último verão aqui: “Mas, bah, hoje tá um calor de abanar cusco!”
Mu-mu: doce de leite
Mosquear: dar bobeira, não prestar atenção.
batida: não é aquela com álcool, é aquela que no resto do país se chama vitamina, tipo: vitamina de mamão com leite, de banana…
A la putcha: ouvi só duas vezes, significa quando alguém faz algo de forma alucinada, louca.
Vazio: você vai comer no restaurante e o garçom te oferece vazio. É carne de boi, o que em outros lugares chama-se fraldinha.
Espeto-corrido: rodízio (de churrascaria. Entendeu? O espeto é corrido, porque corre entre as mesas, rsrs… brincadeira)
Hydra ou hidra (não sei porque nunca vi escrito): descarga do vaso sanitário. Isso eu sei porque precisou trocar a daqui de casa e até eu entender que o pedreiro estava falando da descarga, foi todo um processo.
Tatu: parte da carne do boi que em outros lugares se chama lagarto.
Salsichão: linguiça. Qualquer tipo (ok, tem gente que fala linguiça, mas a maioria fala salsichão)
Brigadiano: policial militar
Lomba: ladeira, subida. Uma das frases que ouvi ao pedir informação na rua: “Tu sobe aquela lomba, vira à direita, segue reto até tu chegar na outra lomba e aí pronto, tu já chegou!”
Mãs: não é mas. É mããããããããss…(acho bonitinho! :D)
Tu vai í no banco? : Você vai ao banco? Você irá ao banco?
ximia: geléia, só que mais pedaçuda, uma delícia.
Negrinho e branquinho= brigadeiro preto e brigadeiro branco, sem coco.
Capaz! : é o “que é isso! imagina!”. Exemplo: você pede um favor qualquer à uma pessoa e pergunta se não vai atrapalha-la e ela responde, toda prestativa: “- Capaz!” (ou seja, ela não vai se incomodar). Pode ser também em tom de “não acredito!”, exemplo: “Tu sabe que a gasolina vai aumentar de novo?” e o outro responde: “Capaz!” . Super comum.
Escangalhado: destruído, em estado lastimável.
Daí, Tchê!: É cumprimento, como “Oi, tudo bem?” Muito corriqueiro também.

E por aí afora.

Outra curiosidade é a forma como eles te dizem o preço das coisas. Se algo custa R$20,40 dizem: “custa vinte com quarenta”. Na primeiríssima vez que vc ouve isso, naqueles primeiros segundos em que processa a informação, pode até achar que o preço é R$ 60,00 (20 com 40 = 60). Foi assim comigo. Mas depois a luz se fez e eu entendi que eram vinte reais e quarenta centavos.

Eu adoro observar essas diferenças e ando nas ruas muito atenta aos falares, aos modos… É muito enriquecedor, e claro, divertido, interessantíssimo! São essas especificidades que fazem do porto-alegrense ser o que é, é isso que lhes dá o tom, o charme. E eu vou só agregando, cada vez mais, coisas à minha bagagem cultural.

Ah, você quer saber se eu já peguei algum desses modos de falar?
Capaz!

Ovos de Páscoa do Grêmio e do Inter. Aqui tem pra todo mundo!

Fala ‘presente’ pra tia.

Sabe uma coisa que eu queria muuuuuito saber?

Quem é você, pessoa, que está ‘me lendo’ aí, na outra ponta do mouse.
Precisa se descrever não… Só responde o seu nome, se é da dança, da educação ou então me conte as coisas interessantes que você faz. Se tem blog, site, orkut, twitter e quiser linkar, fique à vontade também. Tô com muita vontade de saber quem é o meu público, uma vez que a média de visitas à este humilde espaço tem crescido a cada dia.

Me faz esse carinho, baby? Ah… por favor, vai….’Gradecida.

I want you, baby.