Cultura inútil (?)

Deu no jornal Zero Hora de Porto Alegre: o tempo que as mulheres gastam em frente o espelho equivale a cinco dias inteiros  de suas vidas.

será que procede?

 

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Uma vida numa canção

Aqui no Rio conheço um dos músicos que toca com grandes artistas da nossa MPB, dentre eles, minha amada Ana Carolina. Dirceu Leite é um músico de M maiúsculo. Falando nisso,gravou recentemente um cd instrumental de MPB, o Cacique Instrumental, que é simplesmente fantástico, ótimo para ser desgustado quando vc quer ouvir música de qualidade.
Dia desses, estava eu num papo musical com o Dirceu quando lhe revelei minha admiração pela cantora Ana Carolina e, dentre outras coisas, eu lhe dizia que ela era, atualmente, a cantora que eu mais gostava. Ele retrucou:

-Ah, você gosta das coisas simples da vida.

É, em parte ele está certo. Mas no que se refere à música, discordei dele (hohoho, que petulância dessa garota…). É que não acho que as músicas que Donana Carolina canta sejam simples. Na minha opinião, ela canta as verdades uterinas das mulheres. Sacomé?Aquilo que não está imediatamente à vista, está subentendido, mas está ali, pulsando, dando trabalho…
Disse então a ele que a música dela é a verbalização daquilo que percorre a mente feminina, daí a identificação. Ele entendeu e complementou que isso explicava o grande número de fãs mulheres que Ana possui.

Bingo, Dirceu.

Uma das músicas que mexe com os meus brios, porque fala de mim, escancaradamente, chama-se “Prá rua me levar”. Me reconheço nessa canção, desde que a ouvi pela primeira vez, há uns 5 anos aproximadamente. É uma música que fala de maturidade, de conhecimento pessoal, de resoluções, de alguém que está pouco se lixando para a opinião alheia….E quanto mais o tempo passa, mais ela tem a ver comigo.
Ei-la:

E a outra que não tem uma vírgula diferente do que eu seja, ou pense.

Vá adivinhar assim lá na casa do chapéu!