Eu não toco Raul

Musiquinha divertida do Pedra Leticia. Conhece?

(Não é só de agrobrega que vive a música de Goiânia!)

Anúncios

O que te dá prazer?

O último post foi pesadinho, né amores?

Mas é que às vezes penso ser necessário mostrar certas coisas chocantes para que a sociedade acorde. Só a indignação diante dos fatos é que faz tudo mudar.

Tá, mas hoje vou tratar de coisas boas, falemos de coisas prazerosas… A semana é curtinha, feriadão à vista… Isso é sinônimo de tempo pra que a gente possa se dedicar àqueles momentos lúdicos, em que a alma fica leve, sorridente, o céu é mais azul e todo mundo é legal.

Violão no telhado. Por que não?

E cá entre nós, deveríamos ter, todos os dias, momentos assim. Eles dão uma ‘turbinada’ na nossa disposição. E no nosso aspecto também… A pele fica linda, amiga!

Vou contar prô ceis um pouquinho dessas coisas que me deixam bem.

♥ Ir no mercadão é uma delas. Sim, eu gosto de mercado público. Ok, prefiro ir num dia/horário em que ele esteja mais vazio, assim dá para olhar melhor os temperos, sentir os cheiros e degustar melhor as ‘surpresas’ gastronômicas que só acho nesses lugares. Vou tendo mil ideias ‘culinarescas’ diante dos queijos, das frutas, das verduras, dos peixes que vão aparecendo na minha frente. Loucura, loucura, loucura. Repara como todo mercado público tem uma ‘energia’ parecida, mas ao mesmo tempo uma ‘cara’ muito própria. Aliás, na minha opinião, não tem melhor lugar pra vc conhecer os costumes de um povo do que um mercadão!

Ah, o mercadão de Sampa... Como não ser feliz lá dentro?

♥ Mercadão lembra rua e vc pode achar uma bobeira, mas eu adoooro cantar enquanto estou dirigindo, sobretudo se é uma música pela qual estou apaixonada. Se estou sozinha ponho o volume alto, não a ponto do meu carro ser confundido com um trio elétrico, mas se vc parar ao meu lado no sinal, vai saber o que eu escuto, certeza. Problema é que às vezes essa situação me deixa constrangida porque eu me empolgo e canto a música alto e quando eu não tô firme na letra, eu dublo. Certa vez eu tinha acabado de conhecer uma música pop-árabe de um cantor egípcio chamado Ehab Tawfick. Fiquei viciada na música, escutava umas 5 vezes seguidas sem dó. Alto, claro. E como tenho ‘encosto de chacrete’, só escutar a música não me satisfazia. Tenho que fazer ‘mini-coreografia’ com as mãos, a cabeça, os ombros enquanto a música vai rolando. Bom, isso somado à minha cantoria – num árabe que só eu entendo, diga-se de passagem – a cena devia ficar curiosa. Sei que estava nessa situação quando parei num sinal, empolgadaça com a música, vidro aberto, eu lá, mexendo cabeça, ombro, tamborilando no volante com as mãos e cantando no meu árabe fake. Do meu lado um carro, duas pessoas dentro: uma mulher e uma menina meio grandinha. Numa olhada rápida notei a cara da mulher, que parecia dizer “mas que p**** é essa?”, acompanhada de uma boca torta que a gente faz quando vê algo esquisito, estranho. A menininha ao lado olhava pra mulher com uma cara e pra mim com outra – pra mulher com cara séria e pra mim sorrindo, de levinho. É por isso que eu amo criança, elas me entendem! Eu apenas dei um sorrisinho pra menininha – que a mulher com certeza viu, engatei a 1ª e saí bradando a música pelo asfalto.

♥ Aliás, eu sou bem rueira… Um dos meus prazeres está em caminhar pelas ruas, apreciando o movimento, as pessoas, as vitrines. No Rio eu adorava fazer isso no Leblon (nhé, que coisa chata, qualquer um adoraria fazer isso no Le-blon), mas também adoro andar pelas ruas do centro de Campinas, minha terrinha. É nelas que me dou direito à mais um prazer: entrar numa aconchegante cafeteria e pedir um delicioso café com chantily – separado do café, porque aí vem mais. Aí vou, devagarinho, com a colherzinha, encho de chantili e mergulho no café. Ai, bom, viu… Coisa doce e perfumada…

♥ Viajar é um baita prazer quando a gente vai rever quem ama ou descobrir um novo lugar. E eu adoro viajar de carro, sobretudo de parar em posto de beira de estrada. Entre Rio e SP tem cada posto que parece shopping, ah, eu me farto! Eles tem cheiro de café e de pão. Não compro, mas gosto de ver as estantes cheias de docinhos mega açucarados, do lado de boneca, livro de auto-ajuda, cd de caminhoneiro, artesanato cafona. As estradas de São Paulo tem uma rede de postos chamada “Frango Assado” e comer a coxinha que eles fazem e levar uma unidade do tradicional pão sovado é quase uma obrigação se passo na frente de um deles. Falando nisso, podia ter “Frango Assado” em todas as estradas desse país… Ô lugar de perdição aquele.

Esse pão com manteiga na chapa que eles fazem também é outra obrigação.

♥ Outra coisa que me faz muuuito bem – mas só faço isso quando meu oráculo (leia-se conta bancária) permite – é sair pra comprar xampu e creme p/ o cabelo, daqueles boooooons, cheirosíssimos, top de linha. Então chego em casa, vou tomar banho e lavar o cabelo, passar o creme, lendo todas as informações no rótulo e mesmo sabendo que não saírão estrelinhas do meu cabelo assim que ele estiver pronto, fico com uma sensação de dever cumprido no quesito “cuidei de mim”. E outra: tem coisa mais gostosa que estrear frasco de shampoo e creme novinhos?

Mas eu não lavo na pia não...

Minha lista de coisas prazerosas é bem grande e extrapolaria muito o tamanho de um texto recomendado para um blog, por isso, vou ficar por aqui. Mas deixo o lembrete à vcs, se é que isso é necessário depois que vc leu tudo o que escrevi: Divirtam-se, presenteiem-se com coisas que te fazem bem! Quem convive com você também fica bem. Bom astral é contagiante!