Agora para.

Não é que o tempo esteja passando mais depressa. O nosso referencial é que mudou. Assumimos compromissos e responsabilidades, nossas e dos outros. Danou-se o discernimento. Sentimos  pressa de chegar não sei aonde, pra fazer não sei o quê. Achamos que já sabemos de muita coisa e que por isso não precisamos acabar de ler aquele artigo que nos indicaram.  A mente está no futuro, mas o coração preso aos sentimentos passados. E o hoje… O hoje  é o ponteiro do relógio marcando que daqui há 20 minutos você tem que sair.  E só.

Uma palavra apenas…. Duas sílabas: calma.

“Calma tudo está em calma

Deixa que o beijo dure deixa que o tempo cure

Deixa que a alma tenha a mesma idade que a idade do céu…”

 

Os tempos que habitam o Tempo de nossas vidas.

Eu sei que quando a gente faz um blog, deve se dedicar a ele. Essa dedicação se reflete em postagens diárias (de preferência), às vezes até mais de uma vez ao dia, empenho em melhorá-lo visualmente, responder aos comentários. Sei, sei de tudo isso.

Mas antes dessa lista de ações existe um requisito que deve abraçar os demais: a vontade de escrever. Escrever sem vontade, apenas pra encher as páginas daqui não, não serve. Nem eu, nem você meu leitor, merecemos isso. Texto escrito sem vontade é como parto de fórceps e fica chato de ler. “Sopa de jiló”, como diria Rubem Alves.

Poderia vir aqui e derramar as coisas que me aborrecem, me deixam p. da vida, as sacanagens que me fazem… Aliás, eu já fiz isso algumas vezes neste espaço. É porque existem dias em que preciso falar, nem que seja só pra mim. Mas percebi que depois que tudo isso passa, fica bobo, superado e a coisa ainda fica lá, escrita, vibrando de um jeito pesado.  E problemas, bem… Quem não os tem? Os meus estão aqui, dentro de mim, e acho que verbaliza-los aqui no blog, preocupando ou até talvez aborrecendo quem não tem nada a ver com isso é reforçá-los.  Não, não faz meu estilo e a última coisa que quero com este espaço é transforma-lo num muro de lamentações.

Mas então… Falava sobre vontade  de escrever. Ultimamente ela anda bem escassa. Mas também não tem me feito falta. Talvez seja minha rotina que ficou mais atribulada e tem me deixado afastada do mundo www… Também pode ser só uma fase mais quieta que atravesso, já que falei tanto de mim nesses dois últimos anos… Ou pode ser os dois. Hum.. Acho que é isso.

Mas não vou fechar o Balaio não… Até porque se for fase, uma hora vai passar e aí, montar um novo blog, tudo de novo, vai dar muito trabalho. Deixa ele aqui. Pode ser que aqueles textos longos e reflexivos que faço não venham por hora, e no lugar eu traga um video legal ou um texto bem escrito que encontre por aí. Sabe, né? Um apanhado de coisas que quero guardar para rever depois ou que merecem ser compartilhadas com você.

Aliás… Muitas delas falarão por mim.

Beijinhos de flor-do-campo.

 

 

 

 

 

 

 

 

O tempo e a cura das coisas.


A vida inteira ouvi que o tempo curava tudo.

Eu acreditava nisso. Melhor, eu queria acreditar. Porque sempre que abria a boca pra reforçar este “dito” popular, era como se algo me alertasse: “veja lá o que vai dizer”. Mas eu não dava bola e dizia assim mesmo.

Hoje eu me permito refazer essa frase.

O tempo não cura tudo. Certas coisas o tempo só dilui, dissipa (a saudade, a rejeição, a dor…). O tempo abafa, coloca outras coisas por cima, desvia a nossa atenção daquilo que faz a gente sofrer, traz as compensações…. E assim vamos vivendo. Assim vamos aprendendo. Assim se torna possível viver outras experiências, ver graça na vida.

Se possível, me traga a sua visão sobre isso….