Refletindo sobre as coisas…

Duas e quarenta da matina, eu ainda de olhos abertos e a mente trabalhando, pensando, pensando…Tentando compreender o mundo e seus habitantes.

Decepciona-me na atitude de algumas pessoas o descaso com os “velhos” amigos. Atribui-se à falta de tempo, ao excesso de trabalho ou à carga de estudos a sua ausëncia. Nunca vou entender. Amizade tem que ser alimentada, também é via de mão dupla. Por mais sobrecarregada que eu esteja, tempo para meus amigos eu arrumo, dou um jeito. Pena que não vejo o mesmo esforço vindo de pessoas que gosto tanto. Não por maldade. Mas por estarem tão submersas em seu cotidiano do “tenho que”, onde o volume de obrigações é que atesta sua competëncia como empregado, pai-mãe, empresário(a), etc.

A ordem de prioridades na vida de muitas pessoas anda invertida. Ou atropelada. Ou os dois.

Será que devo avisá-los?

 

 

Post feliz de amiga que chega!

Outubro chegou, setembro acabou, mas a primavera não.

Primavera sempre traz coisas boas, acho que essa renovação da natureza reverbera na renovação também do nosso interior. Tenho alguns amigos que estão passando por momentos de profunda renovação. Estão “reformando” a própria vida, iniciando novos projetos, encarando desafios… Ás vezes É claro que essa transição gera algumas renúncias e isso pode ser doloroso, mas é o desapego que faz a gente se reposicionar na vida, subir um degrauzinho no auto-conhecimento e até entender melhor os outros.

Não tô dizendo que isso seja fácil. Ás vezes custa uma amizade, um emprego, uma relação a dois, uma vida estável e previsível.

Mas bem, hoje é sexta-feira, dia de planejar o que vai se fazer no final de semana, em quem vai votar (se ainda não se decidiu). Eu adoro sextas-feiras. Sobretudo quando se trata da véspera do dia em que vou receber uma amiga-irmã, uma pessoa que me entende sem eu ter que falar muito (aliás, uma das poucas pessoas que verdadeiramente me entendem nessa vida). Imaginem, a gente se conheceu pela internet, acho que lá por 2004, e numa das primeiras conversas via msn que tivemos  (sobre dança, ela também é bellydancer, e das boas) mandei um vídeo do Tarkan – um cantor turco gaaaaato demais , olha ele aqui – e foi uma das conversas “internéticas” mais divertidas que tive, por uma série de questões.

Daí que agora eu vou ali, comprar flores pra perfumar e deixar a casa bonita, fazer bolinho e pãozinho que ela gosta de comer, trocar as rodinhas do pés (porque vamos andar muito). Pô gente, tô feliz!

Por esse bom motivo, devo demorar um pouquinho pra atualizer o Balaio. Vocês também aproveitem, revejam alguém que gostam bastante, conversem besteira, se não der pra rever, liguem. Reforcem as amizades, reguem. Á vezes a gente pensa ” Ah, fulana(o) sabe que eu gosto dela (e), depois,se eu ligar, vou atrapalhar!“, nhé, vai nada, deixa disso! Amizade que não é regada murcha, sabia? (inossa, desculpem o clichê, isso eu tirei do fundo do baú oitentista da minha memória!)

Hoje eu não tô muito reflexiva porque estou muito ansiosa. Então vou lá. Beijo p’cêis, molecada!

Não são minhas todas as dores do mundo.

Os astrólogos dizem que os cancerianos guardam as mágoas que lhes fazem e não esquecem nunca mais, a ponto de um dia, do nada, se viram para a pessoa e cobram satisfação pela mágoa causada. Bem,  influenciada ou não por essa determinação, infelizmente eu sou assim. Mas tem um lado também que poucos falam, talvez porque não seja uma característica típica canceriana, mas por se tratar de um aspecto da personalidade: a mágoa permanece até que exista um pedido – sincero – de desculpas.

O problema é saber o quanto de sinceridade e  arrependimento existe nas desculpas daquele que nos magoa. Nunca dá pra saber, né? Tirando os casos onde o fingimento é óbvio (e até uma criança percebe), quase sempre eu dou fé nas palavras do meu ofensor e acolho seu pedido de desculpas. O céu azul então se abre e tudo fica bem entre nós.

Sei lá, acho que com todo mundo é assim.

O problema é quando a pessoa ” recorre no delito”, em outras palvras, pisa na jaca de novo, e feio.  E aí, vem o dilema: perdoo outra vez?

Difícil resposta. Depende do erro e mesmo sendo feio, medir a repercussão que teve, do quanto afetou a minha vida, a minha rotina, como é a pessoa, que princípios ela tem, como é o meu relacionamento com ela, enfim….São muitas variáveis a serem consideradas.

Eu vejo que existem pessoas que se arrependem profundamente da mágoa que causaram e a prova disso é que  junto com o pedido de desculpas vem uma mudança de comportamento. Outras erram, pedem desculpas, às vezes usando o recurso das lágrimas, ou dos “eu te amo” ditos repetidas vezes, mas passam 1, 2 semanas, recorrem no erro outra vez. Outros erram e ainda botam a culpa em você e, é claro, nunca virão pedir desculpas.

O primeiro caso nos faz perceber que valeu a pena perdoar. No segundo a gente se sente uma besta.  No terceiro você se sente injustiçado, mas se for magnânimo(a) perdoa a pessoa, silenciosamente, no seu coração. Se não for, reze para não trucidá-la na próxima vez em que se verem.

De uns anos pra cá, devido às decepções que tive, ou por ter amadurecido, eu percebi que compreendo melhor as falhas alheias, até quando elas me atingem de uma forma bem doída. Sério, ainda assim eu consigo entender. Mas isso não implica em aceitar a pessoa novamente no meu convívio. Sobretudo se o erro for recorrente. Aí, vejo que por enquanto, até que certas questões pessoais não forem resolvidas,  o convívio será difícil. Assim, mesmo compreendendo, vou embora.  Não insisto.

Queria ser diferente e poder admitir a pessoa 2, 3, 4 vezes e quantas outras fossem necessárias. Mas vejo que algumas pessoas só aprenderão quando acontecer com elas algo parecido com o que fizeram ao outro. Ou quando se virem totalmente só. Ou quando a velhice mostrar, através de algo bem concreto, como ela pode complicar tanto a própria vida.

Perdoar faz bem para quem é perdoado e é melhor ainda para quem perdoa. Mas me dê o direito de me proteger de possíveis futuras ofensas. Ponho no fundo do baú a raiva e a mágoa que vc me fez passar, mas prefiro ajudar rezando por ti distante do teu convívio. É melhor para mim e para você.

A minha Amiga

Esse post é dedicado à uma pessoa muito querida, uma amiga.

Essa amiga é uma graça, porque sabe fazer graça, até quando fica sem-graça.
E não tem só um rostinho de menina. Ela conserva a vivacidade que temos na infância e o encantamento com o que descobre nesse mundo de meu Deus. É o tipo de pessoa que sempre vai parecer menina, mesmo quando estiver com 70 anos.

O mais encantador nessa amiga é que mesmo com essas ‘meninices’ ela sabe ser um mulherão. Precisam ve-la empenhada num projeto, seja qual for, desde a montagem de uma noite árabe ou elaboração de uma lista de mercado. Determinada a moça.

Ela tem sabedorias, assim mesmo, no plural, porque se permite avaliar suas experiências e então crescer e se conhecer a partir delas, sabendo onde pode mexer e onde ainda não é hora (sim, porque “não pode” é uma expressão que, na minha visão, não combina com ela).

Ela adora palavras, textos, frases e tudo que diz respeito ao mundo das letras.Tanto que resolveu fazer desse gosto seu ganha pão. Mas ela também ama arte, em especial a dança. E foi por causa da dança que a gente se conheceu. Me identifiquei de imediato com o olhar inquieto que ela tem diante dos ‘maltratos’ que recebe a nossa paixão em comum, a dança do ventre. E assim, duas inquietudes se juntaram, e olha… De vez em quando a gente mesmo se surpreende no quanto podemos falar de uma mesma coisa.

Ela tem uma qualidade muito especial: lê pensamentos e identifica em você o ponto exatinho da sua preocupação, e que normalmente você não vê. Hum… Confesso que às vezes fico com medo desse poder… Entretanto, foram as sinalizações que ela me deu que me ajudaram quando eu estava perdida e sem saber mais o que pensar.

Hoje, essa amiga está de iniciando uma nova etapa. Munida da bagagem de seus 31 anos bem vividos, se encontra pronta e disposta para percorrer um novo caminho. E é claro, tem muita coisa boa vindo por aí. Pode ser que venham provações, a gente sabe que viver é aprender. Mas ela é muito inteligente, vai tirar tudo de letra.

E como música é algo que toca fundo no coração dessa pisciana, eu, como não posso estar fisicamente perto dela pra poder dar um presentão, mando essa música. Que ela possa, minha amiga, te servir de acalanto e incentivo na nova fase que começa hoje. Quem canta? Hum, um cara aí, não sei se você conhece ele…

Para minha amiga, minha irmã, companheira de jornada e muito amada: Elaine!

Com Samara.

Não é ótimo quando você confirma e até mesmo, supera, as suas expectativas?
Pois é, conhecer a Samy foi assim. Depois de bons aninhos de papo virtual, o papo foi real e guarnecido de belas taças de sorvete. E eu já sabia que ia adora-la quando a conhecesse pessoalmente. E não foi diferente. Só o tempo é que foi pouco. Mas faz mal não, temos no mínimo 2 anos de conversas, cafés e sorvetes com nata pela frente.

Samy e eu. Num dia de muito calor em Forno Alegre!

Luanna e Ro: faltam vocês!

Ter amigos é very good.