Bolim du arraiá.

Gente, eu amo mês de junho porque tem festa junina – ou São João p/ meus amados nordestinos. Para mim não há melhor festa brasileira, acho melhor que carnaval. Em São Paulo faz friozinho nessa época (ou friozão), então a gente se entope de quentão (que p/ nós é pinga fervida com gengibre, cravo, canela e açúcar), vinho quente (vinho com canela, cravo, raspas de laranja e uva) ou chocolate beeeem quente (que não é propriamente uma bebida típica, mas que foi aceita de bom grado por todos). Pratos à base de milho, churrasquinho, docinhos e todos os outros ‘inhos’ gastronômicos dessa época me fazem dar um tchau bem grande à quaquer tipo de dieta que esteja fazendo.

Como vcs sabem, eu sou uma moça rodada – no bom sentido – e em cada cantinho que passei desse país pude observar que a forma de se comemorar essas festas tem sempre o mesmo espírito, o que muda são os pratos. Na Bahia o povo toma licor (de jenipapo, de passas). No Acre a tal da “galinha picante” é a estrela da festa. Em Minas, a canjiquinha, pamonha…No Rio tem muito salsichão! (a brincadeira fica por conta de vocês, viu?). Aqui no Sul vou ver , mas já sei que o quentão é diferente do que é feito pelos paulistas. Depois conto pra vocês.

Embora cada lugar tenha uma característica diferente na culinária, existe um prato que encontrei em todos os lugares que fui: bolo de fubá. Uns mais fofos, outros menos, uns com erva-doce outros não, mas todos presentes. Acho que bolo de fubá é um dos pratos mais brasileiros que existem.

Só que eu sou daquelas que não espera festa junina pra comer essa gostosura – e acho que você aí também não é . Por isso trago uma receitnha nova desse bolo que fiz ontem e que ficou uma delícia, super levinho e fofinho.

Vamos lá no CtrlC + CtrlV ?

Bolo de fubá da Vi (é meu porque é do meu jeito, tá?)

Separe em cima da pia:

4 ovos

1 xícara e meia de açúcar

1/2 xícara (chá) de óleo

1 xícara (chá) de farinha de trigo pe-nei-ra-da (fica bem melhor)

1 xícara (chá) de fubá mimoso pe-nei-ra-do

1 vidro (200ml) de leite de côco

1 colher (sopa) de fermento

Unte uma fôrma retangular média com manteiga e fubá (sim, fubá! Fica uma casquinha crocante!)

– Liga o forno e deixa na temperatura média e unta a fôrma antes de qualquer coisa.

Agora faça assim: Separa 4 gemas e coloque na tigela da batedeira. Numa outra tigela você bate as claras em neve. Reserva.

Volta na tigela das gemas. Dá uma batida com a batedeira, pra misturar um pouco. Junta o açúcar e bate bem, fica uma pastinha granulosa. Junta o óleo e bate mais, fica mais mole (curiosidade: em qualquer bolo, é super importante bater bem essa mistura de manteiga, açúcar e gordura, que pode ser o óleo ou a manteiga. Eles tem que ficar lisinhos. Isto é segredinho de boleira.)

Bateu tudo bem batido? Então agora joga o leite de côco, a farinha e o fubá peneirados e bate beeeeeeeeem, na velocidade alta da batedeira. Repare se a massa está fazendo ‘bolhinhas’. Se estiver, beleza. Se não, bata mais. Depois disso, acrscente o fermento e mexa com uma colher, não com a batedeira. Agora é a vez das claras em neve. Exercite sua delicadeza e agregue esta ‘nuvem’ aos poucos, mexendo de cima para baixo e vai pensando em coisas boas…

Bem, você já vai estar com a fôrma untada de manteiga e fubá, né? Então derrame a massa. Ela é espessa. Veja se está bem niveladinha e bota pra assar. Daqui há 30 minutinhos (mais ou menos, depende do forno) você vai ter uma coisinha dessas aqui sorrindo pra você:

É difícil tirar foto boa de bolo cortado.

Se você quiser, pode parar por aí. Como eu sou exagerada, fiz uma cobertura de ‘areia’, que é, nada mais nada menos, que misturar açúcar com canela e jogar por cima do bolo quentinho.

Daí você faz um cafezinho ou um chá, chama alguém com quem você gosta muito de conversar e vai ser feliz!

Viu como a vida é boa?

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