Este blog já não tem mais a mesma quantidade de visitas que tinha no ano passado, na mesma época. Culpa minha, que relaxei e deixei de escrever coisas interessantes pra vocês que chegam até aqui. Também mudei o endereço dele, e embora tenha comunicado para todos essa mudança, nem todos se atentaram à ela.
Ok, vamos ser sinceros. A verdade é que eu desanimei de escrever. Aliás, escrever foi uma das tantas coisas com as quais desanimei, há algum tempo. E pouca , mas pouquíssima gente sabia disso (agora, 20 ou 30 saberão. Acho). Eu não escolhi desanimar, não mesmo. Não conscientemente.
Não sei se isso é depressão. Nunca recebi este rótulo. Teve terapeuta me dizendo que cheguei perto. Perto? Hum.
Uma sucessão de fatos. Perdas, nas suas mais diversas formas. Consecutivas. Algumas quebras barulhentas de expectativas. Constatação amarga de que algumas pessoas com as quais vivemos uma vida inteira nunca vão mudar e que isso, de fato, atinge a forma como você se relaciona com elas. A sensação constante de ser um peixe fora d’água diante do sistema e da cidade em que vive. A impressão (intuição?) de ter sido esquecida por aqueles que carregam o mesmo sobrenome que o seu.
Não, o problemas não são os outros mas sim como eu me relacionei com eles. Tô aqui, agora, tentando calar as vozes alheias de dentro da minha cabeça, cutucando o casulo da minha zona de conforto, fazendo furinhos nele até o momento em que decidirei rasgá-lo. O mesmo processo do trabalho de parto. Dolorido e incômodo. Mal começou e pelo jeito, teremos uma longa espera até que a ‘criança’ nasça.
Descubro que uma das coisas mais difíceis é dar adeus aquilo que até ontem era seu porto-seguro, suas convicções, para reconstruir o Eu.
É preciso ter coragem e eu não sei ainda se tenho.
FIM.

NÃO É O FIM, É UMA PAUSA… LOGO TEM RECOMEÇO, TENHO CERTEZA!
Se não tivesse coragem, não teria escrito, nem falado em fazer furinhos no casulo.
Tô contigo. Todas as vezes que precisar.
Beijos!
Quando a criança nascer, espero q ela saiba andar logo sozinha, que ela seja daquelas precoces que aprende tudo rápido e logo acha sua independência. Mas desde já eu tô aqui te abraçando em pensamento. Para que esta tristeza dê lugar à coragem, e para que vc saiba que não está só.
É… Fase difícil… Mas concordo com a Lory!
Sinta-se abraçada… Força! E de-se o tempo que for preciso.
Volte quando estiver pronta, Vivi!
Seus posts fazem falta…
Beijo
“É necessário ter o caos cá dentro para gerar uma estrela.” – Friedrich Nietzsche
E Vi, por mais impossível que possa lhe parecer, há sim finitude ‘no caos’
Meus sinceros desejos de força e renovação pra ti!
Beijos da Lua ^_^
O fim não existe. Existem pausas, recomeços… Concluindo, tudo na vida tem seu pezinho nos recomeços.
Vivemos aprendizados, vitórias, percas, ganhos, missões, experiências. Que bom que é assim; temos então a oportunidade de renovar e de crescer.
Beijo carinhoso… Eu tô chegando!