Aberturas de novelas!

Brasileiro adora novela, mesmo que não goste. Adora. Uma pessoa pode dizer que não vê (como eu), mas sabe qual é o nome das 3 novelas que estão passando. Com mais insistência sabe quem é o mocinho e quem é o bandido. Brasileiro sabe que horas são pela novela. Decora a casa como a casa que aparece na novela, porque se apareceu lá, é porque deve ser daquele jeito que se faz. Brasileiro fala gíria de novela e o que não vê novela repete também, só não sabe de onde veio (ou sabe mas não declara, afinal tem que manter a pose). Brasileiro compara a própria família com a família da novela. E não distante baseia suas atitudes nas atitudes do seu personagem preferido. Brasileiro confunde ator com personagem (Glória Pires, na época de Vale Tudo que o diga!). Mas tem uma coisa que brasileiro adora mais que a própria novela: a abertura da novela!

Abertura de novela é uma história à parte, se vc prestar bem atenção naquele micro-clipe de 1 minuto (aproximadamente), vai ver que ali reúne a essência da trama onde se revela qual vai ser o teor de dramaticidade que vc vai acompanhar por 7, 8 meses. As aberturas das novelas das 6 são doces, românticas, as das 7 mais divertidas, irônicas e as das 8 (melhor, 9) são mais sérias, mais ‘complexas’…. As músicas grudam na nossa cabeça e permanecem grudadas muito depois que a novela acaba, viram quase uma referência ‘histórica’.

Ah, eu menti lá em cima. Quer dizer, não menti de todo. Eu não vejo mais novela realmente, mas já vi muito. E vou relembrar com você algumas das aberturas que mais me marcaram. Vem comigo.

Era 1979 e eu era uma pequena menina de cabelo chanel curtinho que dançava loucamente com minha melissinha de tirinha e meia ‘dancing days’ assim que ouvia:

É um glamoursh essa música, não é?

Os anos 80 começavam, trazendo suas cores berrantes, o culto ao corpo, maiôs com cavas embaixo do braço e o termo “Eu tô que tô!” na boca de todo mundo. Sabem que essa novela é do Manoel Carlos?

E viva o Zé Pereira!

Em 82 a Rita Lee embalava o tema da novela Final Feliz, cuja letra eu cantava todinha errado, e dizia qualquer coisa na hora do “Se a Debora quer que o Gregory lhe pegue!”. Não tinha ideia de que ela falva da Debora Kerr e do Gregory Peck. Aliás, nem sabia quem eram eles.

Essa abertura era meio pronográfica para minha cabecinha de 11 anos. E a letra ainda falava “a vida sexual dos selvagens”! Ui! Ah, quem cantava era Gang 90 e as Absurdetes!

A coisa começou a modernizar-se, bendito seja Hans Doner. Adorava a música da novela Champanhe (1983) e os instrumentos, taças e batons flutuando no ar. O Vídeo Show mostarava como tudo era feito e eu vibrava!

Mas essa aqui me prendia muito a atenção. As mocinhas da trama saíam mais velhas da fotografias! E a música então? Muito alto astral! Me tirava do sofá. Aliás, me tira até hoje se bobear.

Em 1984, Bimbo e Cumbuca (Paulo Autran e Fernanda Montenegro, respectivamente) brigavam e divertiam a gente em Guerra dos Sexos. Sim, novela era engraçada.

Olha o Atari nessa abertura aqui! Eu queria um Atari nessa época, era o meu sonho de consumo (e de 10 entre 10 crianças).

Lembra do Ney Latorraca como Volpone (1985)? Começava aqui:

Viúva Porcina, Sinhozinho Malta… Adivinha. Roque Santeiro!(1985)

Mas ainda estava por vir a melhor novela de todos os tempos. O ano era 1987, o Brasil acordava em muitos aspectos sociais, políticos e Gal Costa falava , todo santo dia: “Brasil, mostra a tua cara!” (Ah, Maria de Fátima sem-vergonha!)

Essa eu queria ver de novo!

Aliás, 1987 foi um ano marcante. Lembram de Bambolê, ambientada nos anos 60? Eu amaaaava essa novela!

E a moda da lambada chegava,com Tina Pepper e companhia….

Aqui as sombrancelhas virgens da Malu Mader viraram moda, assim como o cabelinho arrepiado em cima e comprido atrás. Eu usei muito, qualquer dia posto aqui prô cêis ver. Ti – ti -ti, a novela dos costureiros Victor Valentim e Jaques L’éclair.

(kkkk.. lembrei que marido tinha um alfaiate chamado Jacque L’éclair!!! Ele e mais todo o quartel. Melhor, Jaque Lecré, segundo o assistente deste profissional.Comédia viu… rs)

Ah, a mulherada a-do-ra-va essa abertura. Mesmo depois que a folhinha de parreira foi colocada. Trago aqui a versão sem a folhinha de parreira. Go girls!

Finalizando, com uma novela de 1988/89, com a mulher que se enroscava no coqueiro… Não lembra?? Tieta, pô!

É, falta um monte nessa lista. Mas é complicado colocar tudo aqui, né rapaziada? Vamos assim, indo devargazinho, em doses homeopáticas, resgatando coisas boas…. Novela é um programa brega, popularesco, eu sei, você também acha. Por que tinha que ter tanto a ver com a gente? Poxa.

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2 comentários em “Aberturas de novelas!

  1. Samara disse:

    Pô, de va gar zi nho? Eu parei de abrir na metade e olha que o post tá legal às pampas, aliás, essa versão nova do Balaio (de cerejas, hmmm!!!) tá GLAMOURSH total!!!

    Acho que “Sol de Verão” é o único caso de novela do Manoel Carlos em que os compositores da trilha são…gaúchos.
    Mas tava divertido, daqui um pouco volto e vejo o resto.
    Beijos.

  2. Lory disse:

    Baby, eu amava a abertura de Rainha da Sucata e História de Amor (essa por causa daquela música linda do Ivan Lins)! Das atuais, não me lembro muito. Hoje assisto pouquíssima novela. As últimas que acompanhei foi A Favorita e a da Santinha, que já esqueci o nome. Depois dessas, não apareceu mais nada atraente pra mim. Gosto das músicas de abertura das novelas de Manoel Carlos. Quase sempre bossa-nova. Coisa de qualidade!

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